Uma nova declaração de Roger Waters voltou a ligar seu ativismo político ao temor por sua própria segurança.
Em uma entrevista recente, o músico avaliou que suas críticas públicas a Donald Trump poderiam colocá-lo em risco, chegando a cogitar a possibilidade de ser assassinado por causa do posicionamento que mantém há anos contra o presidente.
A oposição de Roger Waters a Trump não é nova. Em 2016 [via NME], ele já havia dito que o político era “tão perigoso” quanto Adolf Hitler, e também o descreveu como um “arrogante, mentiroso, racista e porco sexista“.
Na mesma fala, alertou para o que enxerga como um caminho rumo ao autoritarismo, afirmando: “É um passo curto até o fascismo total e absoluto, um estado policial completo. Isso sempre é insidioso quando vai se infiltrando aos poucos. Foi insidioso na Alemanha dos anos 30. O trumpismo nacional parece um pouco menos insidioso, mas é igualmente perigoso.”
Em seguida, ampliou a comparação ao falar sobre como regimes identificam inimigos para consolidar poder: “O método para tomar o controle do Estado e transformá-lo em um Estado policial totalitário é sempre o mesmo — é sempre a identificação do outro como inimigo”.
“No caso de Trump, são os chineses, os mexicanos e o Islã. Com Hitler, eram os judeus, os comunistas, os ciganos, assim como qualquer pessoa que tivesse alguma deformidade física e os homossexuais", acrescentou.
Agora, em uma conversa com o apresentador Piers Morgan, Roger Waters atacou a condução política do presidente em temas como Venezuela e Irã, e defendeu que Trump “governa em benefício dos oligarcas e dos muito ricos.”
No mesmo contexto, elevou o tom ao descrevê-lo: “Ele é demente. Ele obviamente é muito maligno, mas agora é demente além de ser muito maligno. Ele sempre foi um verdadeiro canalha. Tudo o que ele já fez é horrível de todas as formas. Você pode achar que Donald Trump é um sujeito gente boa, MAGA, toda essa bobagem — nada disso em que ele realmente acredita. Tudo em que ele acredita é em encher os próprios bolsos e os bolsos de Jared Kushner [genro de Trump], e talvez de alguns de seus outros filhos, e de seus amigos Elon Musk e Mark Zuckerberg e todos os outros oligarcas, que fazem parte da mesma camarilha.”
A fala levou Piers Morgan a questionar por que ele permanece no país, dizendo: “Então você vive em um país antidemocrático governado por uma pessoa maligna e demente… por que ainda está aí?”
Roger Waters respondeu que considera deixar os Estados Unidos, citando Portugal ou “alguma das ilhas do Caribe”, e explicou: “Pode ser que minha residência nos Estados Unidos não dure pelo resto da minha vida. Pode muito bem ser que Donald e sua camarilha tomem essa decisão por mim, porque ele é bastante errático.”
Ao explicar por que acredita que o cenário pode se tornar extremo, Roger Waters mencionou o caso de Renee Nicole Good, morta no dia 7 de janeiro por um agente do ICE em Minneapolis durante uma operação de grande escala de fiscalização imigratória.
Segundo o relato, Good — poeta premiada, com esposa e três filhos — atuava como voluntária em uma rede de “patrulhas de bairros” que monitorava ações do ICE na cidade e foi atingida dentro do carro por um agente federal.
O músico também registra que Trump e parte de seus apoiadores defenderam o episódio, alegando legítima defesa. A partir disso, Waters afirmou: “Ele poderia mandar homens mascarados para me dar um tiro na cabeça através da janela do meu carro, como faz com pessoas que discordam dele. Vivemos em um mundo realmente perigoso, totalmente ferrado.”
Em uma entrevista recente, o músico avaliou que suas críticas públicas a Donald Trump poderiam colocá-lo em risco, chegando a cogitar a possibilidade de ser assassinado por causa do posicionamento que mantém há anos contra o presidente.
A oposição de Roger Waters a Trump não é nova. Em 2016 [via NME], ele já havia dito que o político era “tão perigoso” quanto Adolf Hitler, e também o descreveu como um “arrogante, mentiroso, racista e porco sexista“.
Na mesma fala, alertou para o que enxerga como um caminho rumo ao autoritarismo, afirmando: “É um passo curto até o fascismo total e absoluto, um estado policial completo. Isso sempre é insidioso quando vai se infiltrando aos poucos. Foi insidioso na Alemanha dos anos 30. O trumpismo nacional parece um pouco menos insidioso, mas é igualmente perigoso.”
Em seguida, ampliou a comparação ao falar sobre como regimes identificam inimigos para consolidar poder: “O método para tomar o controle do Estado e transformá-lo em um Estado policial totalitário é sempre o mesmo — é sempre a identificação do outro como inimigo”.
“No caso de Trump, são os chineses, os mexicanos e o Islã. Com Hitler, eram os judeus, os comunistas, os ciganos, assim como qualquer pessoa que tivesse alguma deformidade física e os homossexuais", acrescentou.
Agora, em uma conversa com o apresentador Piers Morgan, Roger Waters atacou a condução política do presidente em temas como Venezuela e Irã, e defendeu que Trump “governa em benefício dos oligarcas e dos muito ricos.”
No mesmo contexto, elevou o tom ao descrevê-lo: “Ele é demente. Ele obviamente é muito maligno, mas agora é demente além de ser muito maligno. Ele sempre foi um verdadeiro canalha. Tudo o que ele já fez é horrível de todas as formas. Você pode achar que Donald Trump é um sujeito gente boa, MAGA, toda essa bobagem — nada disso em que ele realmente acredita. Tudo em que ele acredita é em encher os próprios bolsos e os bolsos de Jared Kushner [genro de Trump], e talvez de alguns de seus outros filhos, e de seus amigos Elon Musk e Mark Zuckerberg e todos os outros oligarcas, que fazem parte da mesma camarilha.”
A fala levou Piers Morgan a questionar por que ele permanece no país, dizendo: “Então você vive em um país antidemocrático governado por uma pessoa maligna e demente… por que ainda está aí?”
Roger Waters respondeu que considera deixar os Estados Unidos, citando Portugal ou “alguma das ilhas do Caribe”, e explicou: “Pode ser que minha residência nos Estados Unidos não dure pelo resto da minha vida. Pode muito bem ser que Donald e sua camarilha tomem essa decisão por mim, porque ele é bastante errático.”
Ao explicar por que acredita que o cenário pode se tornar extremo, Roger Waters mencionou o caso de Renee Nicole Good, morta no dia 7 de janeiro por um agente do ICE em Minneapolis durante uma operação de grande escala de fiscalização imigratória.
Segundo o relato, Good — poeta premiada, com esposa e três filhos — atuava como voluntária em uma rede de “patrulhas de bairros” que monitorava ações do ICE na cidade e foi atingida dentro do carro por um agente federal.
O músico também registra que Trump e parte de seus apoiadores defenderam o episódio, alegando legítima defesa. A partir disso, Waters afirmou: “Ele poderia mandar homens mascarados para me dar um tiro na cabeça através da janela do meu carro, como faz com pessoas que discordam dele. Vivemos em um mundo realmente perigoso, totalmente ferrado.”








