Jota.Pê
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João Paulo Gomes da Silva, conhecido artisticamente como Jota.Pê, nasceu em 14 de fevereiro de 1993 em Osasco, São Paulo. Cantor, compositor e multi-instrumentista afro-brasileiro, ele cresceu em um ambiente profundamente musical: seu avô foi violonista de sete cordas e tocou choro por toda a vida, seu tio era maestro e seu pai chegou a abrir show para os Originais do Samba. Aos oito anos, começou a estudar violão, e na adolescência iniciou o contato com a percussão — instrumento que aprofundou também durante sua atuação como ogan em um terreiro de candomblé, experiência que ele considera fundamental na formação do seu vínculo com os ritmos de matriz africana.

Antes de viver exclusivamente da música, Jota.Pê trilhou um caminho eclético: trabalhou em fábrica de cajón, passou por gráfica, produtora de vídeo e lecionou edição e fotografia. Tentou dois cursos superiores e o técnico em canto popular, que abandonou por conflitos de agenda. Lançou seu primeiro álbum, "Crônicas de um Sonhador", em 2015, ainda de forma independente. Em 2017, inscreveu-se no The Voice Brasil com um vídeo de celular cantando "Zé do Caroço", sem grandes expectativas — e acabou conquistando o técnico Lulu Santos, que o chamou de "uma das melhores vozes de todas as temporadas". Nas fases seguintes, interpretou canções de Chico Buarque, Moacir Santos e Djavan, ampliando sua visibilidade nacional.

Em 2020, formou o duo ÀVUÀ ao lado de Bruna Black, explorando um repertório de canções inéditas de Adoniran Barbosa. O álbum "Onze" (2021) rendeu uma indicação ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de MPB. O EP "Garoa", também de 2021, reforçou sua identidade sonora com produção refinada e parcerias com músicos de peso. Em julho de 2023, assinou com o selo Slap (Som Livre), seu primeiro contrato com uma grande gravadora, em preparação para o álbum solo que definiria sua trajetória.

O disco "Se o Meu Peito Fosse o Mundo" (2024), com participações de Xênia França e Gilsons, marcou a consolidação de Jota.Pê como um dos principais nomes da MPB contemporânea. O álbum conquistou três prêmios no Grammy Latino de 2024 — Melhor Canção em Língua Portuguesa (por Ouro Marrom), Melhor Álbum de Música Popular Brasileira e Melhor Álbum de Engenharia de Gravação —, tornando-o um dos artistas brasileiros mais premiados da edição. Em 2025, lançou o colaborativo "Dominguinho" ao lado do cantor João Gomes e do sanfoneiro Mestrinho, projeto que, segundo o próprio artista, "nasceu do nada" e atingiu mais de 1 milhão de reproduções diárias no Spotify no auge do lançamento. O projeto teve continuidade em 2026 com "Dominguinho Vol. 2". Suas influências declaradas incluem Djavan, Caetano Veloso, Chico Buarque, Gal Costa, Jorge Ben Jor, Lenine, Emicida e Luedji Luna.