Uma pesquisa recente apontou que mais estadunidenses consideram que Bad Bunny “representa melhor” os Estados Unidos do que o presidente Donald Trump.
(Foto: Divulgação / Sarah Meyssonnier/POOL/AFP)

O levantamento foi feito pelo Yahoo! e o YouGov pouco depois de o astro porto-riquenho liderar o show do intervalo do Super Bowl no dia 8 de fevereiro, ouvindo 1.700 adultos sobre a apresentação.

Segundo os dados citados, 42% escolheram Bad Bunny na comparação direta com Trump, enquanto 39% optaram pelo presidente e 20% disseram não ter certeza.

O recorte por raça mostrou maior aprovação entre pessoas negras (61% para o cantor e 9% para Trump) e entre hispânicos (46% para o artista e 32% para o presidente). Entre pessoas brancas, Trump apareceu à frente, com 48% contra 37% para Bad Bunny.

Quando a pesquisa perguntou especificamente sobre o show do intervalo, 47% afirmaram que assistiram à performance, que celebrou a música latina e teve a presença de Pedro Pascal, Cardi B, Jessica Alba, Karol G, Lady Gaga, e outros.

Entre quem viu, 30% disseram que gostaram e 8% afirmaram que não gostaram. Sobre o fato de Bad Bunny cantar exclusivamente em espanhol, 31% disseram não ter problema e 11% desaprovaram.

A conclusão do espetáculo também foi alvo de avaliação: o cantor encerrou dizendo “Deus abençoe a Ameérica” enquanto citava países da América do Norte, do Sul e Central, com um painel exibindo “A única coisa mais poderosa do que o ódio é o amor". Nesse ponto, 60% aprovaram, 24% ficaram em dúvida e 16% se mostraram insatisfeitos.

Antes do evento, houve controvérsia envolvendo a escolha do artista para o intervalo, com ataques vindos do movimento MAGA (Make America Greate Again) e do próprio Trump, que chamou a decisão de “loucura” e disse que “nunca tinha ouvido” falar dele.

Em seguida, a Turning Point USA confirmou que promoveria um ‘Show do Intervalo todo Americano' no mesmo horário, com Kid Rock como atração principal, e a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o “O presidente iria preferir muito mais uma apresentação do Kid Rock do que do Bad Bunny".

Depois da apresentação, Trump foi visto assistindo ao show oficial e voltou a criticar Bad Bunny, escrevendo no Truth Social que o intervalo pareceu um “tapa na cara” dos Estados Unidos. Ainda assim, o espetáculo foi classificado como o quarto maior da história do Super Bowl, com 128,2 milhões de espectadores.

Parlamentares republicanos chegaram a pedir uma investigação sobre a performance, mas foi confirmado posteriormente que Bad Bunny não violou padrões de decência de transmissão.

A repercussão também teve impacto fora da TV: a Expedia informou que buscas por voos para Porto Rico aumentaram 245% nos dias seguintes à performance.