Quatro irmãos adultos, Edward, Dominic, Marie-Nicole e Aldo Cascio, entraram com uma ação contra o espólio de Michael Jackson, acusando o cantor, morto em 2009 aos 50 anos, de tráfico sexual de menores e de abusos quando eles ainda eram crianças.
(Foto: Wikimedia Commons)
A queixa, apresentada na sexta-feira (27), afirma que o artista teria “manipulado e feito uma lavagem cerebral” nos irmãos ao se valer de riqueza, fama e de uma rede de funcionários e conselheiros.
Segundo o processo, o contato começou depois que Michael Jackson conheceu a família por meio do pai dos autores (que também se chama Dominic), que trabalhava em um hotel de luxo frequentado pelo músico.
A acusação diz que, após conquistar a confiança do grupo com presentes, carinho e atenção, ele teria afastado os irmãos dos adultos, oferecido drogas e álcool, exposto as vítimas a pornografia e cometido abusos de forma individual.
O documento descreve que os episódios teriam ocorrido por períodos prolongados e em diferentes lugares ao redor do mundo, inclusive quando o cantor e seus filhos ficaram na casa da família.
“Michael Jackson foi um predador sexual de crianças que, ao longo de mais de uma década, drogou, estuprou e abusou sexualmente de cada um dos autores da ação, começando quando alguns tinham apenas sete ou oito anos de idade", diz o texto.
Em resposta, o advogado Marty Singer, que representa o espólio, criticou a iniciativa e declarou que se trata de “uma tentativa desesperada de arrancar dinheiro por parte de outros membros da família Cascio, que pegaram carona junto com o irmão Frank, que já está sendo processado em arbitragem por extorsão civil.”
Frank era amigo íntimo de Michael Jackson e foi acusado de tentar extorquir R$ 1,18 bilhão do espólio do cantor, anos após tê-lo defendido publicamente em diversas ocasiões.
“A família defendeu veementemente Michael Jackson por mais de 25 anos, atestando sua inocência em relação a qualquer conduta inadequada. Esta nova petição judicial é uma manobra transparente de busca deliberada por um tribunal mais favorável dentro de um esquema para obter centenas de milhões de dólares do espólio e das empresas de Michael”, continuou.
“Declarações dos Cascios, incluindo aquelas que aparecem em dezenas de trechos ao longo do livro de 2011 de Frank Cascio, bem como em entrevistas com Oprah Winfrey e outros, contradizem diretamente o que está sendo alegado agora. Ao longo de todo esse período, os Cascios afirmaram de forma consistente e repetida que Michael nunca fez mal a nenhum deles nem a qualquer outra pessoa. Com o crescimento do sucesso financeiro do Espólio, os Cascios, por meio de dois advogados diferentes, ameaçaram tornar públicas acusações hediondas — que contradiziam completamente suas declarações anteriores em defesa de Michael — caso o Espólio não pagasse somas exorbitantes de dinheiro", acrescentou a defesa.
O registro judicial veio cerca de um mês depois de os quatro irmãos comparecerem a um tribunal em Beverly Hills, na Califórnia, em uma disputa financeira relacionada com o espólio, que eles caracterizaram como “um acordo ilegal para silenciar vítimas de abuso sexual infantil".
Em entrevista publicada no Daily Mail no sábado (28), Aldo Cascio, atualmente com 35 anos, falou sobre as alegações e afirmou que os abusos começaram quando ele tinha 7 anos. Ele descreveu um episódio em um quarto, enquanto jogava videogame.
“Eu estava apenas sentado na cama com ele durante o dia, e estava jogando meu Game Boy. E eu lembro que ele simplesmente veio até mim e puxou meu short para baixo. Isso não me chocou nem nada. Eu lembro de pensar algo como: é só continuar jogando meu Game Boy. E ele abaixou meu short e começou a fazer sexo oral, e eu ainda… eu não perguntei nada a ele. Este era o Michael Jackson. Eu conheço o Michael, sei que ele me ama, e eu o amo.”
A família também relatou como teria conhecido o cantor em 1984, quando Dominic trabalhava como gerente do Helmsley Palace, em Nova York, local onde Michael Jackson se hospedava. De acordo com o relato, a relação se aproximou com o tempo, e o artista passou a conviver com a esposa e os filhos de Dominic.
“Michael Jackson disse: ‘Quero fazer uma surpresa para as crianças. Ele chegou à casa deles, e Connie diz que ele quis ver os quartos das crianças… contou piadas para elas… ele era tão gentil. Nós não pensamos nada a respeito.”
Aldo ainda alegou que o cantor o orientava a negar qualquer situação diante de autoridades e polícia, e afirmou que Michael Jackson fazia pressão emocional para que ele se sentisse responsável por protegê-lo.
Marie-Nicole, por sua vez, disse ao mesmo veículo que, após os ataques de 11 de setembro de 2001, Michael Jackson teria permanecido por quatro meses com a família e, nesse período, ela também teria sido abusada.
No processo, Edward afirma que foi agredido sexualmente durante viagens interestaduais e internacionais, com menções a paradas relacionadas à "Dangerous World Tour", visitas à casa de Elizabeth Taylor na Suíça e à residência de Elton John no Reino Unido, além do rancho Neverland, na Califórnia.
Uma nova audiência foi marcada para quinta-feira, 5 de março.
(Foto: Wikimedia Commons)
A queixa, apresentada na sexta-feira (27), afirma que o artista teria “manipulado e feito uma lavagem cerebral” nos irmãos ao se valer de riqueza, fama e de uma rede de funcionários e conselheiros.
Segundo o processo, o contato começou depois que Michael Jackson conheceu a família por meio do pai dos autores (que também se chama Dominic), que trabalhava em um hotel de luxo frequentado pelo músico.
A acusação diz que, após conquistar a confiança do grupo com presentes, carinho e atenção, ele teria afastado os irmãos dos adultos, oferecido drogas e álcool, exposto as vítimas a pornografia e cometido abusos de forma individual.
O documento descreve que os episódios teriam ocorrido por períodos prolongados e em diferentes lugares ao redor do mundo, inclusive quando o cantor e seus filhos ficaram na casa da família.
“Michael Jackson foi um predador sexual de crianças que, ao longo de mais de uma década, drogou, estuprou e abusou sexualmente de cada um dos autores da ação, começando quando alguns tinham apenas sete ou oito anos de idade", diz o texto.
Em resposta, o advogado Marty Singer, que representa o espólio, criticou a iniciativa e declarou que se trata de “uma tentativa desesperada de arrancar dinheiro por parte de outros membros da família Cascio, que pegaram carona junto com o irmão Frank, que já está sendo processado em arbitragem por extorsão civil.”
Frank era amigo íntimo de Michael Jackson e foi acusado de tentar extorquir R$ 1,18 bilhão do espólio do cantor, anos após tê-lo defendido publicamente em diversas ocasiões.
“A família defendeu veementemente Michael Jackson por mais de 25 anos, atestando sua inocência em relação a qualquer conduta inadequada. Esta nova petição judicial é uma manobra transparente de busca deliberada por um tribunal mais favorável dentro de um esquema para obter centenas de milhões de dólares do espólio e das empresas de Michael”, continuou.
“Declarações dos Cascios, incluindo aquelas que aparecem em dezenas de trechos ao longo do livro de 2011 de Frank Cascio, bem como em entrevistas com Oprah Winfrey e outros, contradizem diretamente o que está sendo alegado agora. Ao longo de todo esse período, os Cascios afirmaram de forma consistente e repetida que Michael nunca fez mal a nenhum deles nem a qualquer outra pessoa. Com o crescimento do sucesso financeiro do Espólio, os Cascios, por meio de dois advogados diferentes, ameaçaram tornar públicas acusações hediondas — que contradiziam completamente suas declarações anteriores em defesa de Michael — caso o Espólio não pagasse somas exorbitantes de dinheiro", acrescentou a defesa.
O registro judicial veio cerca de um mês depois de os quatro irmãos comparecerem a um tribunal em Beverly Hills, na Califórnia, em uma disputa financeira relacionada com o espólio, que eles caracterizaram como “um acordo ilegal para silenciar vítimas de abuso sexual infantil".
Em entrevista publicada no Daily Mail no sábado (28), Aldo Cascio, atualmente com 35 anos, falou sobre as alegações e afirmou que os abusos começaram quando ele tinha 7 anos. Ele descreveu um episódio em um quarto, enquanto jogava videogame.
“Eu estava apenas sentado na cama com ele durante o dia, e estava jogando meu Game Boy. E eu lembro que ele simplesmente veio até mim e puxou meu short para baixo. Isso não me chocou nem nada. Eu lembro de pensar algo como: é só continuar jogando meu Game Boy. E ele abaixou meu short e começou a fazer sexo oral, e eu ainda… eu não perguntei nada a ele. Este era o Michael Jackson. Eu conheço o Michael, sei que ele me ama, e eu o amo.”
A família também relatou como teria conhecido o cantor em 1984, quando Dominic trabalhava como gerente do Helmsley Palace, em Nova York, local onde Michael Jackson se hospedava. De acordo com o relato, a relação se aproximou com o tempo, e o artista passou a conviver com a esposa e os filhos de Dominic.
“Michael Jackson disse: ‘Quero fazer uma surpresa para as crianças. Ele chegou à casa deles, e Connie diz que ele quis ver os quartos das crianças… contou piadas para elas… ele era tão gentil. Nós não pensamos nada a respeito.”
Aldo ainda alegou que o cantor o orientava a negar qualquer situação diante de autoridades e polícia, e afirmou que Michael Jackson fazia pressão emocional para que ele se sentisse responsável por protegê-lo.
Marie-Nicole, por sua vez, disse ao mesmo veículo que, após os ataques de 11 de setembro de 2001, Michael Jackson teria permanecido por quatro meses com a família e, nesse período, ela também teria sido abusada.
No processo, Edward afirma que foi agredido sexualmente durante viagens interestaduais e internacionais, com menções a paradas relacionadas à "Dangerous World Tour", visitas à casa de Elizabeth Taylor na Suíça e à residência de Elton John no Reino Unido, além do rancho Neverland, na Califórnia.
Uma nova audiência foi marcada para quinta-feira, 5 de março.








