Em uma das entrevistas mais reveladoras de sua carreira, o BTS abriu o coração para a Rolling Stone dos EUA e falou sobre o que mantém os sete integrantes unidos após mais de uma década juntos. A edição de maio da revista, publicada em 14 de abril, marca a maior colaboração global da história da publicação, com lançamento simultâneo em 16 países — incluindo EUA, Reino Unido, França e Alemanha.

O projeto é inédito para um artista de K-pop: além da capa em grupo, cada membro ganhou uma capa individual, com entrevistas sendo divulgadas diariamente até 20 de abril.

RM: "Se não nos desafiarmos mais, não há razão para continuar como grupo"

O líder RM revelou que, mesmo após o retorno, ainda carrega dúvidas e questionamentos — mas que isso faz parte do processo. "Eu ainda estou muito confuso, e foi isso que descobrimos depois do serviço militar", admitiu.

Sobre o novo álbum "ARIRANG", foi direto: "Essas 14 faixas podem ser uma resposta para quem se pergunta: 'O que é o BTS em 2026?'". E completou: "Eu tenho dito aos membros: se não nos desafiarmos mais, não há razão para continuarmos como grupo. Temos que mostrar ao mundo que ainda estamos em movimento e explorando".

Jin: "Simplesmente senti muita falta dos outros membros"

Jin, o mais velho do grupo aos 33 anos, foi o primeiro a se alistar no exército — e o primeiro a sentir o peso da separação. "Eu simplesmente senti muita falta dos outros membros", disse. "Sempre pensei que não há razão para continuar se não for com o grupo. Uma carreira solo simplesmente não é tão importante para mim".




Suga: "Ficar juntos sempre foi óbvio"

Suga, conhecido por sua franqueza, não viu a reunião como surpresa: "Todos fizemos trabalhos solo porque não podíamos trabalhar em grupo naquele momento. Mas antes de ir para o exército, eu sabia que sempre voltaríamos a nos reunir". E completou com sua objetividade característica: "Ficar juntos simplesmente parecia óbvio. Ninguém teve opiniões diferentes sobre isso. Eu só pensei: 'É, claro que vamos fazer isso'".

J-Hope: "Manter a chama acesa é o que eu realmente quero"

J-Hope, considerado a espinha dorsal emocional do grupo, revelou ter passado por momentos de dúvida. "Receber todo esse amor e atenção é realmente algo bom? Talvez enquanto todos estão aplaudindo, eu deveria simplesmente desligar tudo", recordou. Mas a resposta veio de dentro: "Percebi que provavelmente não é algo que eu possa parar só porque quero. Sou muito afetado pelas pessoas ao meu redor. No final, senti que manter a chama acesa é o que eu realmente quero, e a escolha mais autêntica".

Jimin: "Quero provar meu valor dentro do grupo"

Jimin falou sobre sua determinação em elevar seu desempenho e provar seu valor dentro do grupo, buscando elevar ainda mais o patamar artístico do BTS no cenário global.

V: "Usei o tempo para me reconstruir"

V focou no crescimento pessoal durante o serviço militar, descrevendo como usou o período para se reconstruir física e mentalmente como artista, planejando cada detalhe de sua próxima fase.

Jungkook: "A saudade do palco foi toda canalizada no novo álbum"

Jungkook revelou o quanto sentiu falta de performar durante o hiato, afirmando que toda a saudade dos palcos e da dança foi canalizada diretamente no trabalho do novo álbum.

O processo criativo de ARIRANG

Em julho de 2025, os sete se mudaram para uma casa em Los Angeles e passaram dois meses juntos no estúdio, revezando entre quatro salas de composição, trabalhando de sete a oito horas por dia. O álbum "ARIRANG" — inspirado na tradicional canção folclórica coreana associada a temas de reencontro e conexão — vendeu 641 mil cópias só nos EUA em sua primeira semana e liderou os charts do Apple Music em 115 países.




O grupo já está em turnê — confira o setlist do primeiro show da turnê ARIRANG.