Chappell Roan voltou a falar sobre sua relação com as redes sociais, e desta vez admitiu que está em uma "posição muito privilegiada" por poder simplesmente apagar Instagram e TikTok do celular sem prejudicar a carreira.

A declaração foi dada em episódio do podcast do Elton John Impact Awards, uma parceria entre a P&G e a iHeartRadio, publicado nesta segunda-feira (1).

Aos 28 anos, a intérprete de "Good Luck, Babe!" contou que vinha achando "desanimador" mergulhar na seção de comentários e por isso decidiu manter os aplicativos fora do telefone.

"Eu apago quando fica demais e sigo em frente. No fim do dia, não importa o que falem de mim na internet ou pessoalmente, isso não vai impedir gente como eu e o Elton de doar dinheiro, doar tempo e escrever sobre o que importa para nós", afirmou.

A cantora reconheceu que separar redes sociais, trabalho e vida pessoal é difícil para qualquer artista, e ainda mais para quem depende das plataformas para manter o impulso da carreira.

"É um mundo tão difícil de navegar que, pessoalmente, se eu apago e sigo em frente, eu acabo saindo do furacão. Mas isso é complicado para muita gente, porque se você realmente conta com as redes para alimentar seu momento, pode se sentir desanimado e até sem esperança", explicou.

Foi nesse ponto que veio o reconhecimento do próprio lugar de fala: "Estou em uma posição muito privilegiada em que posso dizer 'não vou estar nisso e vou ficar bem'. Nem todo mundo é assim". A artista já havia falado sobre o afastamento das plataformas em abril de 2025, no podcast Las Culturistas, quando explicou que apagar Instagram e TikTok era a única forma de "construir um campo de força" em torno do processo de composição.

Questionada sobre como se protege criativamente, ela respondeu que é "muito gentil" com a própria arte, mas não tanto consigo mesma fora do estúdio. "Quando se trata de errar na vida, aí eu não sou boa em me dar trégua. Minha criatividade é sagrada", disse.



O último lançamento musical de Chappell foi "The Subway", de 2025. Em agosto do ano passado, em entrevista à Vogue, ela já havia avisado que o sucessor de "The Rise and Fall of a Midwest Princess" pode demorar pelo menos cinco anos para ficar pronto, mesmo tempo que ela levou para escrever o álbum de estreia, de 2023. "Eu não sou o tipo de compositora que consegue produzir em série. Acho que não faço boas músicas quando me forço a fazer qualquer coisa", justificou na ocasião.