O rap brasiliense está de luto. Rivas Álibi, um dos nomes mais respeitados da cultura hip-hop no Distrito Federal, morreu neste domingo (5), aos 56 anos, vítima de um câncer. A informação foi confirmada pela família por meio das redes sociais.

Nascido em 27 de julho de 1969, Rivas Alves dedicou mais de quatro décadas aos quatro elementos do movimento: rap, breaking, grafite e DJ. Foi B-boy, grafiteiro e rapper, e ajudou a construir a cena periférica de Ceilândia desde os primeiros passos do hip-hop na capital, ainda nos anos 1980.

Ele integrou o grupo Álibi, um dos pioneiros do rap no Distrito Federal, e fundou a Casa do Hip-Hop de Ceilândia, espaço voltado à formação cultural, ao incentivo de novos artistas e à preservação da memória do movimento.



Ao lado do parceiro Rei, Rivas também apresentava o Rap Total Podcast, um dos programas mais relevantes sobre música na capital, dedicado à história do hip-hop no DF e ao papel de Ceilândia como um dos principais polos do gênero no país.

A morte de Rivas ocorre pouco mais de três anos após a perda do irmão, o DJ Jamaika, referência do rap nacional, morto em 2023. Os dois estão entre os grandes responsáveis por firmar Brasília como um dos berços do hip-hop brasileiro.



Sobre os últimos dias, a equipe do artista relatou nas redes uma busca intensa por atendimento médico, com passagens por hospitais regionais, UPAs e unidades particulares. O diagnóstico inicial foi de pneumonia, tratada antes de exames confirmarem o câncer.

Em nota, a família se despediu: "Hoje nos despedimos de um grande artista, cuja criatividade, talento, fé e sensibilidade marcaram a vida de muitas pessoas. Rivas deixa um legado que vai além de sua arte." A família ainda não divulgou informações sobre velório e sepultamento.