O rock perdeu uma de suas vozes mais indomáveis. Jennifer Finch, baixista, vocalista e compositora do L7, morreu no último sábado (18), aos 59 anos, após uma longa batalha contra um câncer agressivo no cérebro.
A própria banda confirmou a morte em uma publicação nas redes sociais, homenageando a amiga e parceira de longa data.
"Com o coração muito pesado, anunciamos que nossa amada companheira de banda, amiga e parceira de arte Jennifer Finch faleceu hoje. Ela travou uma longa e corajosa luta contra o câncer no cérebro e foi amada por muitos amigos, colegas de música e fãs pelo mundo todo. Nós te amamos, Jennifer", diz o comunicado.
No início do mês, como o Vagalume mostrou quando ela revelou o diagnóstico, acreditava-se que o quadro seria tratável apenas com radioterapia. Complicações, porém, exigiram várias cirurgias que a deixaram com severas limitações físicas.
Em 2011, Finch já havia enfrentado um câncer de tireoide. Por causa do novo diagnóstico, ela precisou deixar a perna norte-americana da turnê de despedida do L7, a Last Hurrah Tour, marcada para outubro. Ainda assim, pediu que as companheiras seguissem com os planos.
Formado em Los Angeles em 1985, o L7 ganhou Finch em 1987, e ela se tornou peça central na cena que borrava as fronteiras entre punk, metal e grunge. Ao lado de Donita Sparks, Suzi Gardner e Dee Plakas, a baixista ajudou a moldar a atitude barulhenta e o humor ácido do grupo.
Foi nesse período que nasceram hinos como "Pretend We're Dead", talvez a faixa mais conhecida da banda e um retrato perfeito da ironia distorcida que virou sua marca registrada.
Canções como "Shitlist" e "Andres" reforçaram a fama do L7 como uma das bandas mais ferozes de sua geração, com Finch sustentando o peso do baixo e a energia no palco.
Em faixas como "Everglade", a banda mostrava toda a sua potência bruta, com refrões diretos e uma pegada que unia o público do rock alternativo dos anos 90.
Finch deixou o L7 em 1996, aos 30 anos, depois de ficar sóbria e enquanto lidava com a morte do pai. Nos anos seguintes, tocou em projetos como OtherStarPeople e the Shocker, fundou o selo Little Pusher Records e construiu uma carreira respeitada como fotógrafa.
O reencontro veio em 2015, quando a formação clássica voltou aos palcos. Finch participou do álbum de estúdio que a banda lançou em 2019, marcando seu retorno definitivo ao grupo que ajudou a construir.
Em nota enviada pela assessoria, o L7 resumiu o sentimento coletivo: "Estamos arrasados com a perda de nossa amada companheira de banda, irmã e amiga Jennifer Finch, cujo espírito feroz, humor e criatividade sem limites ajudaram a moldar o L7 e mudaram nossas vidas para sempre."
"Jennifer era uma verdadeira original, que viveu inteiramente segundo os próprios termos, e o impacto que causou na música e na arte é imensurável. Descanse em poder, nossa querida amiga", concluiu a banda.
Uma campanha no GoFundMe, criada por amigos e familiares para custear o tratamento e a recuperação, arrecadou cerca de 400 mil dólares e ajudará a preservar o arquivo criativo da artista.
A própria banda confirmou a morte em uma publicação nas redes sociais, homenageando a amiga e parceira de longa data.
"Com o coração muito pesado, anunciamos que nossa amada companheira de banda, amiga e parceira de arte Jennifer Finch faleceu hoje. Ela travou uma longa e corajosa luta contra o câncer no cérebro e foi amada por muitos amigos, colegas de música e fãs pelo mundo todo. Nós te amamos, Jennifer", diz o comunicado.
No início do mês, como o Vagalume mostrou quando ela revelou o diagnóstico, acreditava-se que o quadro seria tratável apenas com radioterapia. Complicações, porém, exigiram várias cirurgias que a deixaram com severas limitações físicas.
Em 2011, Finch já havia enfrentado um câncer de tireoide. Por causa do novo diagnóstico, ela precisou deixar a perna norte-americana da turnê de despedida do L7, a Last Hurrah Tour, marcada para outubro. Ainda assim, pediu que as companheiras seguissem com os planos.
Formado em Los Angeles em 1985, o L7 ganhou Finch em 1987, e ela se tornou peça central na cena que borrava as fronteiras entre punk, metal e grunge. Ao lado de Donita Sparks, Suzi Gardner e Dee Plakas, a baixista ajudou a moldar a atitude barulhenta e o humor ácido do grupo.
Foi nesse período que nasceram hinos como "Pretend We're Dead", talvez a faixa mais conhecida da banda e um retrato perfeito da ironia distorcida que virou sua marca registrada.
Canções como "Shitlist" e "Andres" reforçaram a fama do L7 como uma das bandas mais ferozes de sua geração, com Finch sustentando o peso do baixo e a energia no palco.
Em faixas como "Everglade", a banda mostrava toda a sua potência bruta, com refrões diretos e uma pegada que unia o público do rock alternativo dos anos 90.
Finch deixou o L7 em 1996, aos 30 anos, depois de ficar sóbria e enquanto lidava com a morte do pai. Nos anos seguintes, tocou em projetos como OtherStarPeople e the Shocker, fundou o selo Little Pusher Records e construiu uma carreira respeitada como fotógrafa.
O reencontro veio em 2015, quando a formação clássica voltou aos palcos. Finch participou do álbum de estúdio que a banda lançou em 2019, marcando seu retorno definitivo ao grupo que ajudou a construir.
Em nota enviada pela assessoria, o L7 resumiu o sentimento coletivo: "Estamos arrasados com a perda de nossa amada companheira de banda, irmã e amiga Jennifer Finch, cujo espírito feroz, humor e criatividade sem limites ajudaram a moldar o L7 e mudaram nossas vidas para sempre."
"Jennifer era uma verdadeira original, que viveu inteiramente segundo os próprios termos, e o impacto que causou na música e na arte é imensurável. Descanse em poder, nossa querida amiga", concluiu a banda.
Uma campanha no GoFundMe, criada por amigos e familiares para custear o tratamento e a recuperação, arrecadou cerca de 400 mil dólares e ajudará a preservar o arquivo criativo da artista.








