A recusa do BTS em concorrer ao Grammy 2027 ganhou uma resposta oficial da organização. Harvey Mason Jr., presidente da Recording Academy, afirmou que ficou "triste" com a decisão do grupo sul-coreano, mas disse compreender a postura dos músicos.

A resposta da Recording Academy

"Fico triste em saber que o BTS escolheu não participar do processo do Grammy neste ano, mas, como criador de música, entendo e respeito a decisão deles", declarou o executivo, em nota oficial divulgada nesta semana.

Mason Jr. saiu em defesa da nova categoria alvo da controvérsia. Segundo ele, a premiação de Melhor Música Pop Asiática "foi criada para celebrar a profundidade, a diversidade e o crescimento extraordinário da arte pop que vem da Ásia".

"A intenção nunca é dividir, mas ampliar quem é reconhecido pelos nossos 15 mil votantes", completou o presidente da Recording Academy, argumentando que mais categorias significam mais artistas premiados.

Entenda o boicote

A polêmica começou quando a organização confirmou que a edição de 2027 teria a categoria de pop asiático, restrita a canções com uso significativo de ao menos um idioma da Ásia. Em protesto, o BTS anunciou que não inscreveria seu novo álbum, "Arirang".

"Esperamos que a música possa ser ouvida e amada por si mesma, além de regiões ou idiomas", declarou o grupo ao rejeitar a categoria, como o Vagalume mostrou quando o septeto anunciou o boicote.

O CEO também lembrou que inscrever uma música em uma categoria de gênero não impede a disputa nas principais honrarias da noite, como Gravação do Ano, Álbum do Ano e Canção do Ano. "Reconhecimento em uma categoria de gênero e reconhecimento no Campo Geral não são mutuamente exclusivos", escreveu. "Um artista pode perfeitamente buscar os dois."

A cerimônia do Grammy 2027 está marcada para 7 de fevereiro. As inscrições foram abertas em 7 de julho e vão até 28 de agosto.