Anitta abriu o jogo sobre a fase mais introspectiva de sua carreira. Em entrevista ao Fantástico exibida neste domingo, a cantora contou que precisou frear a rotina depois de adoecer por excesso de trabalho, num processo que também deu origem ao álbum "Equilibrium 2".
Segundo a artista, o ponto de virada veio da leitura de uma biografia de Carmen Miranda. "Eu estava trabalhando demais e até fiquei bastante doente. Alguém me deu o livro da Carmen Miranda e falou: 'Mude o final dessa história'. Foi muito importante para mim", contou.
Depois da leitura, ela participou de um retiro e passou a priorizar a saúde física e mental. "Comecei a me cuidar e comecei a ficar bem de saúde novamente. Me transformei por dentro. Tenho mais tranquilidade, consigo viver, consigo ficar com a minha família."
Sucesso sem holofotes
A relação com a fama também mudou. No começo, diz ela, acreditava que estar sempre em evidência era sinônimo de sucesso. "Eu tinha que estar sempre nas notícias, porque essa era a minha percepção de sucesso."
Hoje o cálculo é outro. "Hoje em dia tenho zero necessidade que as pessoas estejam falando de mim. Quero, sim, que as pessoas escutem minha música", afirmou. Foi nesse contexto que ela definiu como deseja ser enxergada.
"Eu ainda rebolo, tem funk ainda, tem deboche, mas também tem a parte que fala, que acredito estar em constante evolução interna. É importante ser vista inteira e não só a parte que rebola", resumiu.
A cantora explicou que "Equilibrium 2" reúne composições mais pessoais e íntimas, inspiradas nos últimos anos. O projeto já rendeu discussão: como o Vagalume mostrou, ela foi criticada pelo uso de inteligência artificial nos clipes do disco.
Fé, candomblé e preconceito
Outro tema foi a decisão de falar abertamente sobre sua ligação com o candomblé, algo que por muito tempo evitou por receio de prejudicar a carreira. "Eu tinha muito medo. Diziam que, se eu falasse que era do candomblé, perderia muitas coisas."
Ela afirmou ter deixado esse medo para trás e criticou a intolerância religiosa. "Existe muito preconceito, muita intolerância e racismo religioso. As pessoas julgam sem saber", disse, dizendo querer incentivar outras pessoas a viverem a fé livremente.
Conselho e nova missão
Conselheira do programa "Estrela da Casa", Anitta deixou um recado a quem sonha em seguir carreira artística: ter clareza dos objetivos num mercado cada vez mais competitivo por causa das redes sociais, sem abrir mão da autenticidade.
Sobre sua missão atual, depois do sucesso nacional e internacional, ela foi além da própria trajetória. "Que a gente possa abrir caminho para mais pessoas e construir uma onda. É assim que se faz uma revolução, uma mudança de sociedade, livre de intolerância, de preconceito e de apontar o dedo para o outro."
Segundo a artista, o ponto de virada veio da leitura de uma biografia de Carmen Miranda. "Eu estava trabalhando demais e até fiquei bastante doente. Alguém me deu o livro da Carmen Miranda e falou: 'Mude o final dessa história'. Foi muito importante para mim", contou.
Depois da leitura, ela participou de um retiro e passou a priorizar a saúde física e mental. "Comecei a me cuidar e comecei a ficar bem de saúde novamente. Me transformei por dentro. Tenho mais tranquilidade, consigo viver, consigo ficar com a minha família."
Sucesso sem holofotes
A relação com a fama também mudou. No começo, diz ela, acreditava que estar sempre em evidência era sinônimo de sucesso. "Eu tinha que estar sempre nas notícias, porque essa era a minha percepção de sucesso."
Hoje o cálculo é outro. "Hoje em dia tenho zero necessidade que as pessoas estejam falando de mim. Quero, sim, que as pessoas escutem minha música", afirmou. Foi nesse contexto que ela definiu como deseja ser enxergada.
"Eu ainda rebolo, tem funk ainda, tem deboche, mas também tem a parte que fala, que acredito estar em constante evolução interna. É importante ser vista inteira e não só a parte que rebola", resumiu.
A cantora explicou que "Equilibrium 2" reúne composições mais pessoais e íntimas, inspiradas nos últimos anos. O projeto já rendeu discussão: como o Vagalume mostrou, ela foi criticada pelo uso de inteligência artificial nos clipes do disco.
Fé, candomblé e preconceito
Outro tema foi a decisão de falar abertamente sobre sua ligação com o candomblé, algo que por muito tempo evitou por receio de prejudicar a carreira. "Eu tinha muito medo. Diziam que, se eu falasse que era do candomblé, perderia muitas coisas."
Ela afirmou ter deixado esse medo para trás e criticou a intolerância religiosa. "Existe muito preconceito, muita intolerância e racismo religioso. As pessoas julgam sem saber", disse, dizendo querer incentivar outras pessoas a viverem a fé livremente.
Conselho e nova missão
Conselheira do programa "Estrela da Casa", Anitta deixou um recado a quem sonha em seguir carreira artística: ter clareza dos objetivos num mercado cada vez mais competitivo por causa das redes sociais, sem abrir mão da autenticidade.
Sobre sua missão atual, depois do sucesso nacional e internacional, ela foi além da própria trajetória. "Que a gente possa abrir caminho para mais pessoas e construir uma onda. É assim que se faz uma revolução, uma mudança de sociedade, livre de intolerância, de preconceito e de apontar o dedo para o outro."








