A visita acontece em meio a uma temporada movimentada da espanhola no Rio. Dona de faixas como "Despechá" e "La Fama (With The Weeknd)", ela sobe ao palco da Farmasi Arena nesta segunda (10) e na terça (11), com a "LUX Tour", giro de divulgação do disco lançado no fim de 2025. Quem quiser se organizar pode conferir o guia de shows do Brasil em 2026 e 2027.
A Rosalía curtindo o show do Caetano Veloso e ouvindo o Emicida cantar no palco. Ela super concentrada ?? pic.twitter.com/WogCprVget
— Falso Survive The Summer (@Marcos_Iggy) August 10, 2026
Rosalía foi prestigiar o show de Caetano Veloso no Festival Doce Maravilha, no Rio de Janeiro! ??
— Igor Rogh (@igorogh) August 10, 2026
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O apreço da artista pela obra brasileira não é novidade. No fim de 2025, ela passou pela cidade para uma audição especial do álbum no Cristo Redentor e, no programa "Conversa com Bial", chegou a cantar "Águas de Março" arriscando o português. Neste domingo, foi a plateia que a viu de perto, acompanhando cada momento da apresentação.
Caetano e Emicida se reencontram sob chuva
O show que atraiu a espanhola tinha um capítulo à parte: depois de nove anos, Caetano e Emicida voltaram a dividir o palco na atração principal da noite. O baiano começou a apresentação sob forte chuva, situação parecida com a que enfrentou na edição de 2023 do mesmo festival, quando o temporal atrasou o espetáculo por horas.
Desta vez, o repertório mergulhou na fase oitentista da carreira. Acompanhado por oito músicos, Caetano passou por "Branquinha", de "Estrangeiro" (1989), "Podres Poderes", de "Velô" (1984), e "Eclipse Oculto", de "Uns" (1983), sem abrir mão de clássicos como "Gente", "Sozinho" e "Divino Maravilhoso".
Ao convidar o rapper, Caetano falou da alegria de estar ao lado de "um dos acontecimentos mais importantes da cultura brasileira recente". Emicida, por sua vez, brincou que trouxe a garoa de São Paulo porque "São Pedro queria vivenciar esse encontro". A parceria vem de longe: os dois se cruzaram pela primeira vez em 2013, na área externa do Auditório Ibirapuera, e Caetano já havia gravado com o rapper as faixas "Baiana" e uma releitura de "Mandume".
Juntos no palco, os dois emendaram "Baiana", "Mandume" e "Outras Palavras", além de reeditarem o jogo entre "A Bossa Nova É Foda" e "O Hip Hop É Foda". Perto do fim, Emicida voltou para o samba-enredo "É Hoje", e Caetano encerrou com "Odara".
Outros destaques da noite
A programação teve ainda Falamansa e uma dobradinha de celebrações: Sandra de Sá comemorou os 40 anos de seu disco de 1986, com um apanhado de sucessos como "Vale Tudo (Part. Tim Maia)", "Bye Bye Tristeza" e "Olhos Coloridos".
Os Paralamas do Sucesso também festejaram quatro décadas, apresentando o álbum "Selvagem?" na íntegra. A banda de Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone puxou o público com "A Novidade", "Alagados" e "Lanterna Dos Afogados", antecipando o show marcado para o C6 no Rock, no Ibirapuera, nos dias 22 e 23 de agosto.








