Depois de uma semana em silêncio, Pink publicou um texto de cerca de 1.300 palavras nas redes sociais para explicar por que repostou um pedido para que Macklemore fosse retirado da turnê de Ed Sheeran. Sobre a onda de críticas que enfrentou, escreveu: "É mais solitário do que imaginei."
A cantora admitiu ter reagido de forma impulsiva ao compartilhar a publicação de outra pessoa. "Um repost não é uma declaração, e um meme não é uma coluna vertebral", afirmou, dizendo preferir "ser criticada pelo que realmente disse do que odiada pelo que outra pessoa escreveu".
Segundo ela, o que a incomodou não foi a frase "Free Palestine" nem o direito de dizê-la, mas o momento em que o rapper, diante de um estádio lotado e com imagens de guerra nos telões, subiu ao microfone para dizer aos judeus na plateia que aquilo não era sobre eles. "Você não pode decidir isso por nós", rebateu.
Defendeu palestinos
No texto, Pink reforçou posições que diz manter desde outubro de 2023. "Hamas é uma organização terrorista. Os palestinos merecem um futuro que honre sua humanidade e suas aspirações", escreveu, acrescentando que "ninguém deveria jamais celebrar a morte de uma criança. A de ninguém".
Embaixadora da UNICEF há dez anos, a cantora disse não pretender "julgar uma guerra complexa numa legenda de Instagram" nem "recitar o slogan de ninguém para reconquistar um seguidor".
Novas críticas a Macklemore
Ela também relembrou a própria relação com o rapper. Contou ter vibrado quando Macklemore apresentou "Same Love" no Grammy de 2014, enquanto casais se casavam ao som da faixa. Meses depois, porém, o artista usou uma fantasia que ela e outros judeus interpretaram como antissemita, pela qual ele mais tarde se desculpou.
"Passei a carreira inteira defendendo o povo dos outros, e sei exatamente o preço disso", declarou. "E agora estou defendendo o meu próprio povo. Achei que sabia como isso seria solitário. E é mais solitário do que isso."
A segunda metade do desabafo, publicada nos comentários, sumiu depois que a cantora desativou as respostas na postagem, diante da divisão entre fãs e detratores. Antes do bloqueio, mensagens hostis e de apoio se acumulavam lado a lado.
Para reforçar seu histórico de posicionamentos, ela citou "Dear Mr. President (feat. Indigo Girls)", canção de protesto que cantou em turnê durante a Guerra do Golfo. "Levei o ódio por isso, e cantei mesmo assim", escreveu.
Em suas declarações mais recentes sobre a controvérsia, Macklemore afirmou: "Para todos os meus irmãos e irmãs judeus: criticar Israel, criticar o apartheid, ser contra o genocídio de forma alguma é uma crítica a vocês." Ele repetiu: "Eu digo Free Palestine."
O episódio dá sequência à repercussão que começou na semana passada, quando a cantora foi duramente criticada pelos fãs após atacar o rapper.
A cantora admitiu ter reagido de forma impulsiva ao compartilhar a publicação de outra pessoa. "Um repost não é uma declaração, e um meme não é uma coluna vertebral", afirmou, dizendo preferir "ser criticada pelo que realmente disse do que odiada pelo que outra pessoa escreveu".
Segundo ela, o que a incomodou não foi a frase "Free Palestine" nem o direito de dizê-la, mas o momento em que o rapper, diante de um estádio lotado e com imagens de guerra nos telões, subiu ao microfone para dizer aos judeus na plateia que aquilo não era sobre eles. "Você não pode decidir isso por nós", rebateu.
Defendeu palestinos
No texto, Pink reforçou posições que diz manter desde outubro de 2023. "Hamas é uma organização terrorista. Os palestinos merecem um futuro que honre sua humanidade e suas aspirações", escreveu, acrescentando que "ninguém deveria jamais celebrar a morte de uma criança. A de ninguém".
Embaixadora da UNICEF há dez anos, a cantora disse não pretender "julgar uma guerra complexa numa legenda de Instagram" nem "recitar o slogan de ninguém para reconquistar um seguidor".
Novas críticas a Macklemore
Ela também relembrou a própria relação com o rapper. Contou ter vibrado quando Macklemore apresentou "Same Love" no Grammy de 2014, enquanto casais se casavam ao som da faixa. Meses depois, porém, o artista usou uma fantasia que ela e outros judeus interpretaram como antissemita, pela qual ele mais tarde se desculpou.
"Passei a carreira inteira defendendo o povo dos outros, e sei exatamente o preço disso", declarou. "E agora estou defendendo o meu próprio povo. Achei que sabia como isso seria solitário. E é mais solitário do que isso."
A segunda metade do desabafo, publicada nos comentários, sumiu depois que a cantora desativou as respostas na postagem, diante da divisão entre fãs e detratores. Antes do bloqueio, mensagens hostis e de apoio se acumulavam lado a lado.
Para reforçar seu histórico de posicionamentos, ela citou "Dear Mr. President (feat. Indigo Girls)", canção de protesto que cantou em turnê durante a Guerra do Golfo. "Levei o ódio por isso, e cantei mesmo assim", escreveu.
Em suas declarações mais recentes sobre a controvérsia, Macklemore afirmou: "Para todos os meus irmãos e irmãs judeus: criticar Israel, criticar o apartheid, ser contra o genocídio de forma alguma é uma crítica a vocês." Ele repetiu: "Eu digo Free Palestine."
O episódio dá sequência à repercussão que começou na semana passada, quando a cantora foi duramente criticada pelos fãs após atacar o rapper.








