Depois de dias de silêncio e forte repercussão, o cantor Ed Sheeran decidiu se pronunciar sobre a saída de Macklemore da etapa norte-americana da "Loop Tour". Em um comunicado publicado no Instagram nesta terça-feira (15), o britânico fez questão de deixar claro um ponto: a decisão de tirar o rapper dos shows de abertura não partiu dele.
(Foto: Theo Wargo)
"Após as apresentações de Macklemore nos meus shows em Nova Jersey, os locais das minhas próximas datas de turnê comunicaram que cancelariam os shows se ele continuasse como abertura", escreveu. Segundo o artista, a posição das casas de shows e do promotor, o Messina Touring Group, foi "definitiva".
Ed contou que passou a última semana em conversas com estádios e com "ativistas de ambos os lados" na tentativa de encontrar uma saída. "Passei esta semana tentando construir pontes, encontrar uma solução e, infelizmente, não fui capaz de fazer isso", afirmou.
O trecho mais comentado foi a resposta às acusações de omissão. "Não sou cúmplice. Tenho minhas opiniões pessoais sobre esse conflito devastador. O fato de eu escolher não falar publicamente não significa que não tenha opiniões, nem que não me importe", declarou o cantor de "Shape Of You".
Ele também disse respeitar a postura do colega, mas defendeu que há caminhos diferentes para o mesmo objetivo. "Respeito a determinação de Macklemore de se posicionar e defender aquilo em que acredita. No entanto, há espaço para diferentes abordagens em busca do mesmo objetivo: a paz. Escolho usar minha fama e minha plataforma como um espaço de segurança e acolhimento, para manter a diplomacia e deixar as conversas abertas, não encerradas", escreveu.
Entenda o caso
A polêmica estourou quando Macklemore subiu ao palco do MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos dias 4 e 5 de setembro, e gritou "Libertem a Palestina", em defesa dos palestinos em Gaza e na Cisjordânia. Na sequência, o Conselho Israelense-Americano lançou uma petição pedindo a saída do rapper da turnê, movimento que ganhou apoio de outros nomes, incluindo a cantora Pink.
O rapper acabou retirado das oito datas restantes em que abriria os shows nos Estados Unidos. Ao dar a própria versão, Macklemore chamou Ed de "irmão", lembrou os 13 anos de amizade entre os dois, mas criticou a opção do britânico de não tomar partido: "Não há posição neutra entre o opressor e o oprimido".
(Foto: Theo Wargo)
"Após as apresentações de Macklemore nos meus shows em Nova Jersey, os locais das minhas próximas datas de turnê comunicaram que cancelariam os shows se ele continuasse como abertura", escreveu. Segundo o artista, a posição das casas de shows e do promotor, o Messina Touring Group, foi "definitiva".
Ed contou que passou a última semana em conversas com estádios e com "ativistas de ambos os lados" na tentativa de encontrar uma saída. "Passei esta semana tentando construir pontes, encontrar uma solução e, infelizmente, não fui capaz de fazer isso", afirmou.
O trecho mais comentado foi a resposta às acusações de omissão. "Não sou cúmplice. Tenho minhas opiniões pessoais sobre esse conflito devastador. O fato de eu escolher não falar publicamente não significa que não tenha opiniões, nem que não me importe", declarou o cantor de "Shape Of You".
Ele também disse respeitar a postura do colega, mas defendeu que há caminhos diferentes para o mesmo objetivo. "Respeito a determinação de Macklemore de se posicionar e defender aquilo em que acredita. No entanto, há espaço para diferentes abordagens em busca do mesmo objetivo: a paz. Escolho usar minha fama e minha plataforma como um espaço de segurança e acolhimento, para manter a diplomacia e deixar as conversas abertas, não encerradas", escreveu.
Entenda o caso
A polêmica estourou quando Macklemore subiu ao palco do MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos dias 4 e 5 de setembro, e gritou "Libertem a Palestina", em defesa dos palestinos em Gaza e na Cisjordânia. Na sequência, o Conselho Israelense-Americano lançou uma petição pedindo a saída do rapper da turnê, movimento que ganhou apoio de outros nomes, incluindo a cantora Pink.
O rapper acabou retirado das oito datas restantes em que abriria os shows nos Estados Unidos. Ao dar a própria versão, Macklemore chamou Ed de "irmão", lembrou os 13 anos de amizade entre os dois, mas criticou a opção do britânico de não tomar partido: "Não há posição neutra entre o opressor e o oprimido".








