O rapper Macklemore transformou o próprio afastamento em manifesto. Nesta quinta-feira (24), o artista anunciou a "Free Palestine Tour", série de shows cuja renda será integralmente doada a organizações humanitárias que atuam na Palestina.
A turnê tem três datas confirmadas para o próximo mês, em Dublin, Londres e Paris. Segundo o rapper, a arrecadação será dividida entre entidades como Anera, HEAL Palestine, Medical Aid for Palestinians, o Palestine Children's Relief Fund e a UNRWA USA.
"Ser apolítico durante um genocídio não funciona mais", declarou Macklemore ao divulgar a agenda. "As pessoas estão pedindo que os artistas apareçam, se eduquem e estejam em comunidade."
O anúncio chega pouco mais de uma semana depois de o rapper ser retirado da turnê "Loop", de Ed Sheeran, nos Estados Unidos. Ao brincar que sua "agenda tinha aberto um pouco", ele aproveitou a folga forçada para montar os próprios palcos.
O estopim no palco
A confusão começou em 4 de setembro, durante a apresentação de abertura no MetLife Stadium, em Nova Jersey. No show, Macklemore gritou "Free Palestine" e disse querer que as pessoas em Gaza e na Cisjordânia soubessem que não haviam sido esquecidas.
A fala motivou uma petição do Conselho Israelense-Americano pedindo sua saída. A Messina Touring Group, promotora da etapa americana, informou que os locais das próximas datas não permitiriam os shows com o rapper no line-up, e ele acabou fora do restante da agenda.
Em comunicado no Instagram, o artista minimizou o próprio prejuízo. "Eu não sou uma vítima", escreveu. "As vítimas são os palestinos."
A debandada e o recuo de Ed Sheeran
Ed Sheeran negou ter comandado a decisão e disse que ela partiu da promotora. "Não sou cúmplice. Tenho minhas visões pessoais sobre esse conflito devastador", publicou o cantor britânico.
Mesmo assim, o desgaste foi grande. Segundo o Social Blade, Ed Sheeran perdeu cerca de 365 mil seguidores, e todas as atrações escaladas para abrir seus shows, entre elas Finneas e Lukas Graham, desistiram em solidariedade, como o Vagalume mostrou quando o cantor ficou sem nenhum artista de abertura.
A música como bandeira
A causa palestina já havia marcado a obra de Macklemore em 2024, com "Hind's Hall", faixa de protesto lançada em apoio aos estudantes que ocuparam universidades americanas, cuja renda também foi destinada a entidades da região.
A turnê tem três datas confirmadas para o próximo mês, em Dublin, Londres e Paris. Segundo o rapper, a arrecadação será dividida entre entidades como Anera, HEAL Palestine, Medical Aid for Palestinians, o Palestine Children's Relief Fund e a UNRWA USA.
"Ser apolítico durante um genocídio não funciona mais", declarou Macklemore ao divulgar a agenda. "As pessoas estão pedindo que os artistas apareçam, se eduquem e estejam em comunidade."
O anúncio chega pouco mais de uma semana depois de o rapper ser retirado da turnê "Loop", de Ed Sheeran, nos Estados Unidos. Ao brincar que sua "agenda tinha aberto um pouco", ele aproveitou a folga forçada para montar os próprios palcos.
O estopim no palco
A confusão começou em 4 de setembro, durante a apresentação de abertura no MetLife Stadium, em Nova Jersey. No show, Macklemore gritou "Free Palestine" e disse querer que as pessoas em Gaza e na Cisjordânia soubessem que não haviam sido esquecidas.
A fala motivou uma petição do Conselho Israelense-Americano pedindo sua saída. A Messina Touring Group, promotora da etapa americana, informou que os locais das próximas datas não permitiriam os shows com o rapper no line-up, e ele acabou fora do restante da agenda.
Em comunicado no Instagram, o artista minimizou o próprio prejuízo. "Eu não sou uma vítima", escreveu. "As vítimas são os palestinos."
A debandada e o recuo de Ed Sheeran
Ed Sheeran negou ter comandado a decisão e disse que ela partiu da promotora. "Não sou cúmplice. Tenho minhas visões pessoais sobre esse conflito devastador", publicou o cantor britânico.
Mesmo assim, o desgaste foi grande. Segundo o Social Blade, Ed Sheeran perdeu cerca de 365 mil seguidores, e todas as atrações escaladas para abrir seus shows, entre elas Finneas e Lukas Graham, desistiram em solidariedade, como o Vagalume mostrou quando o cantor ficou sem nenhum artista de abertura.
A música como bandeira
A causa palestina já havia marcado a obra de Macklemore em 2024, com "Hind's Hall", faixa de protesto lançada em apoio aos estudantes que ocuparam universidades americanas, cuja renda também foi destinada a entidades da região.








