Se você passou pelas redes sociais nas últimas horas, provavelmente esbarrou num vídeo em que Charli XCX aparece lançando um olhar nada amigável para Taylor Swift durante o VMA 2026. Repostado no X, o clipe passou de 3,7 milhões de visualizações e acumulou centenas de milhares de curtidas e comentários de gente convencida de que a britânica não tinha gostado nada de ver a rival no palco.
Só tem um problema: a cena é manipulada. Charli não foi filmada enquanto Taylor discursava. O trecho usado no vídeo viral foi gravado em outro momento da premiação, quando a cantora assistia ao discurso do Nirvana, homenageado com o Video Vanguard Award. "Ela estava reagindo ao Nirvana, vocês são obcecados, dá até medo", cravou um usuário ao republicar o vídeo correto.
O que Taylor recebia de fato era o Artist Director Honors, prêmio inédito criado em 2026 para celebrar artistas cujo trabalho por trás das câmeras ampliou as possibilidades do videoclipe. No discurso, ela agradeceu ao público: "Já fiz parte de uns 60 videoclipes, cerca de 18 deles eu escrevi e dirigi. O principal motivo de eu amar tanto escrever e dirigir clipes são vocês, os fãs, que tornam isso divertido e recompensador porque se importam de verdade com o que estamos fazendo." Na mesma noite, a cantora se tornou a artista mais premiada da história da cerimônia (veja aqui!).
O motivo de tanta gente ter comprado a farsa tem nome: a rivalidade entre as duas, que já dura anos. Tudo começou em 2018, quando Charli abriu a Reputation Tour de Taylor e, mais tarde, desabafou à Pitchfork que, como artista, sentia que estava "subindo no palco para acenar para crianças de cinco anos". A britânica depois disse que a fala foi tirada de contexto — ela só se referia ao fato de estar acostumada a shows de clube para maiores de 18 — e garantiu ter "nenhuma treta, só amor" pela colega.
O assunto voltou com força em 2024, com o aclamado álbum Brat. A faixa "Sympathy is a knife" foi lida por muitos como um retrato das inseguranças que Taylor desperta em Charli, leitura reforçada pelo fato de a música ter saído depois do breve romance de Taylor com Matty Healy, colega de banda de George Daniel, marido de Charli. Questionada pela Vulture, a cantora desconversou: "As pessoas vão pensar o que quiserem." E reforçou que a canção fala das próprias ansiedades.
Vale lembrar que, quando fãs passaram a entoar cânticos ofensivos contra Taylor em shows, Charli pediu que parassem: "Isso é o oposto do que eu quero e me perturba que alguém ache que há espaço para isso nesta comunidade."
Do lado de Taylor também não faltaram gestos amigáveis: ela elogiou a "sensibilidade melódica surreal e inventiva" de Charli em entrevista de 2024 e foi filmada dançando animada durante a apresentação da britânica no Grammy de 2025. Por isso surpreendeu quando, meses depois, lançou "Actually Romantic", no álbum The Life of a Showgirl, faixa interpretada como uma alfinetada na própria Charli, comparando a suposta fixação da colega a "um chihuahua de brinquedo latindo de dentro de uma bolsinha". A música dividiu fãs, com parte do público achando que Taylor teria entendido errado o sentido de "Sympathy is a knife".
Só tem um problema: a cena é manipulada. Charli não foi filmada enquanto Taylor discursava. O trecho usado no vídeo viral foi gravado em outro momento da premiação, quando a cantora assistia ao discurso do Nirvana, homenageado com o Video Vanguard Award. "Ela estava reagindo ao Nirvana, vocês são obcecados, dá até medo", cravou um usuário ao republicar o vídeo correto.
CHARLI'S FACE? pic.twitter.com/UV0YLkhjjW
— David (@davidiety) September 28, 2026
O que Taylor recebia de fato era o Artist Director Honors, prêmio inédito criado em 2026 para celebrar artistas cujo trabalho por trás das câmeras ampliou as possibilidades do videoclipe. No discurso, ela agradeceu ao público: "Já fiz parte de uns 60 videoclipes, cerca de 18 deles eu escrevi e dirigi. O principal motivo de eu amar tanto escrever e dirigir clipes são vocês, os fãs, que tornam isso divertido e recompensador porque se importam de verdade com o que estamos fazendo." Na mesma noite, a cantora se tornou a artista mais premiada da história da cerimônia (veja aqui!).
O motivo de tanta gente ter comprado a farsa tem nome: a rivalidade entre as duas, que já dura anos. Tudo começou em 2018, quando Charli abriu a Reputation Tour de Taylor e, mais tarde, desabafou à Pitchfork que, como artista, sentia que estava "subindo no palco para acenar para crianças de cinco anos". A britânica depois disse que a fala foi tirada de contexto — ela só se referia ao fato de estar acostumada a shows de clube para maiores de 18 — e garantiu ter "nenhuma treta, só amor" pela colega.
O assunto voltou com força em 2024, com o aclamado álbum Brat. A faixa "Sympathy is a knife" foi lida por muitos como um retrato das inseguranças que Taylor desperta em Charli, leitura reforçada pelo fato de a música ter saído depois do breve romance de Taylor com Matty Healy, colega de banda de George Daniel, marido de Charli. Questionada pela Vulture, a cantora desconversou: "As pessoas vão pensar o que quiserem." E reforçou que a canção fala das próprias ansiedades.
Vale lembrar que, quando fãs passaram a entoar cânticos ofensivos contra Taylor em shows, Charli pediu que parassem: "Isso é o oposto do que eu quero e me perturba que alguém ache que há espaço para isso nesta comunidade."
Do lado de Taylor também não faltaram gestos amigáveis: ela elogiou a "sensibilidade melódica surreal e inventiva" de Charli em entrevista de 2024 e foi filmada dançando animada durante a apresentação da britânica no Grammy de 2025. Por isso surpreendeu quando, meses depois, lançou "Actually Romantic", no álbum The Life of a Showgirl, faixa interpretada como uma alfinetada na própria Charli, comparando a suposta fixação da colega a "um chihuahua de brinquedo latindo de dentro de uma bolsinha". A música dividiu fãs, com parte do público achando que Taylor teria entendido errado o sentido de "Sympathy is a knife".








