Aos 84 anos, Paul McCartney comparou o fim dos The Beatles, em 1970, a uma demissão inesperada. Em conversa recém-divulgada, o músico admitiu que mergulhou na bebida e viveu uma fase de forte instabilidade emocional antes de reerguer a carreira à frente do Wings.
O relato veio de uma entrevista ao diretor Judd Apatow, realizada após uma exibição especial do documentário "Paul McCartney: Man on the Run", que retrata a reinvenção artística do cantor depois da dissolução da banda de Liverpool. A íntegra da conversa foi publicada pela revista Variety.
"O que você faz depois dos Beatles? Os Beatles terminam; esse foi o único trabalho que você teve e, então, você não o tem mais. É como se tivesse sido demitido", afirmou o artista.
O isolamento na Escócia
Longe dos holofotes, McCartney passou a beber para lidar com o vazio deixado pela banda. "Quer dizer, eu comecei a beber. Estava sozinho na Escócia, com uma pequena família recém-formada. Ninguém ia me repreender por beber demais... E foi muito divertido até deixar de ser", relatou.
O que o ajudou a sair da crise foi o relacionamento com a esposa, Linda McCartney, morta em 1998. Um ano após o término do grupo, o casal fundou o Wings ao lado de Denny Laine e Denny Seiwell, o que marcou o recomeço do baixista.
"Acho que ficar sozinho foi muito assustador, porque eu sempre tive a união do grupo. Mas aí eu tive que descobrir como faria isso e tornar diferente. Esse era o truque", explicou.
Ele contou que rejeitou a ideia de transformar o novo projeto em uma espécie de banda cover das próprias canções: "Eu poderia simplesmente escrever algumas músicas mais no estilo dos Beatles e chamar pessoas para imitá-las. Seríamos como uma banda cover dos Beatles. Mas tocar músicas dos Beatles, eu não faria isso."
A batalha judicial contra os antigos parceiros
O período também foi marcado pela disputa na Justiça contra John Lennon, George Harrison e Ringo Starr. O motivo era o empresário Allen Klein, à frente dos negócios da Apple Corps, gravadora do grupo. McCartney temia que o agente comprometesse a fortuna dos quatro.
"Ele prometeu o mundo e não cumpriu. Mas, enquanto isso, eu percebia que ele era um vigarista", disse. "Todo o dinheiro que tínhamos ganho ia para a conta bancária desse cara. E eu simplesmente tive que lutar contra isso."
Segundo o cantor, entrar com a ação foi a única saída, ainda que tenha relutado antes de tomar a decisão. Ele lembrou que levou tempo até os antigos companheiros enxergarem o que estava em jogo. "Foi anos depois, sim. Mas foi bom", concluiu.
O relato veio de uma entrevista ao diretor Judd Apatow, realizada após uma exibição especial do documentário "Paul McCartney: Man on the Run", que retrata a reinvenção artística do cantor depois da dissolução da banda de Liverpool. A íntegra da conversa foi publicada pela revista Variety.
"O que você faz depois dos Beatles? Os Beatles terminam; esse foi o único trabalho que você teve e, então, você não o tem mais. É como se tivesse sido demitido", afirmou o artista.
O isolamento na Escócia
Longe dos holofotes, McCartney passou a beber para lidar com o vazio deixado pela banda. "Quer dizer, eu comecei a beber. Estava sozinho na Escócia, com uma pequena família recém-formada. Ninguém ia me repreender por beber demais... E foi muito divertido até deixar de ser", relatou.
O que o ajudou a sair da crise foi o relacionamento com a esposa, Linda McCartney, morta em 1998. Um ano após o término do grupo, o casal fundou o Wings ao lado de Denny Laine e Denny Seiwell, o que marcou o recomeço do baixista.
"Acho que ficar sozinho foi muito assustador, porque eu sempre tive a união do grupo. Mas aí eu tive que descobrir como faria isso e tornar diferente. Esse era o truque", explicou.
Ele contou que rejeitou a ideia de transformar o novo projeto em uma espécie de banda cover das próprias canções: "Eu poderia simplesmente escrever algumas músicas mais no estilo dos Beatles e chamar pessoas para imitá-las. Seríamos como uma banda cover dos Beatles. Mas tocar músicas dos Beatles, eu não faria isso."
A batalha judicial contra os antigos parceiros
O período também foi marcado pela disputa na Justiça contra John Lennon, George Harrison e Ringo Starr. O motivo era o empresário Allen Klein, à frente dos negócios da Apple Corps, gravadora do grupo. McCartney temia que o agente comprometesse a fortuna dos quatro.
"Ele prometeu o mundo e não cumpriu. Mas, enquanto isso, eu percebia que ele era um vigarista", disse. "Todo o dinheiro que tínhamos ganho ia para a conta bancária desse cara. E eu simplesmente tive que lutar contra isso."
Segundo o cantor, entrar com a ação foi a única saída, ainda que tenha relutado antes de tomar a decisão. Ele lembrou que levou tempo até os antigos companheiros enxergarem o que estava em jogo. "Foi anos depois, sim. Mas foi bom", concluiu.








