Antes de emprestar a voz a uma música do U2 sobre a guerra na Ucrânia, Ed Sheeran quis uma garantia: a faixa o arrastaria para dentro de uma briga política? A dúvida do cantor britânico foi revelada pelo próprio Bono em entrevista à Rolling Stone UK.
A música sobre a guerra
A canção é "Yours Eternally (Feat. Yours Eternally U2 Featuring Ed Sheeran & Taras Topolia)", lançada em 2026 no EP "Days of Ash". A letra foi escrita sob a ótica de um soldado ucraniano em meio ao conflito com a Rússia e conta com a participação do roqueiro ucraniano Taras Topolia.
De acordo com Bono, Sheeran levantou a questão logo no início do trabalho. "Vocês não vão me arrastar para a política, vão?", perguntou o cantor. O líder do U2 respondeu lembrando a origem da faixa: "Este soldado que nos inspirou, ele te amava, Ed, e você trabalhou nesta música."
Sheeran, então, afirmou que gostaria de "manter sua liberdade". Para Bono, não havia por que insistir. O vocalista concluiu que "não se pode ficar intimidando as pessoas" para que escolham um lado.
O pano de fundo com Macklemore
A conversa ganha peso diante da polêmica que cercou a turnê "Loop", de Sheeran. O rapper Macklemore foi afastado dos shows nos Estados Unidos depois de discursar em defesa da Palestina no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
O episódio levou os donos dos estádios a barrar a participação do rapper. Sheeran explicou na ocasião que prefere não usar o palco para discutir política, embora tenha ressaltado que isso não significa falta de opinião ou de preocupação com o tema.
Bono evitou transformar o caso em rivalidade. O vocalista disse que o U2 se identifica mais com a postura de Macklemore, já que a banda sempre levou causas sociais ao palco, mas defendeu que cada artista tem o direito de escolher se quer ou não se posicionar.
"Já conversamos sobre isso, e se aplicássemos essa lógica ao U2, teríamos falido no dia do 'Sunday Bloody Sunday'", afirmou, ao recordar momentos em que o grupo enfrentou resistência, como a campanha pelo feriado em homenagem a Martin Luther King.
O baterista Larry Mullen Jr. reforçou o raciocínio citando Brian Eno, para quem os artistas têm o direito de decidir se querem ou não se envolver. "Gostei muito de ouvir isso porque é tudo confuso e complicado", disse.
A virada de Ed Sheeran
A postura do cantor mudou em parte em setembro. Durante um show na Filadélfia, Sheeran classificou a situação em Gaza como "catastrófica" e "injustificável", ao mesmo tempo em que condenou o ataque de 7 de outubro contra Israel.
Enquanto isso, Macklemore anunciou a turnê "Free Palestine", com apresentações em Dublin, Paris e Londres no fim de outubro e toda a renda revertida a organizações humanitárias em Gaza, como o Vagalume mostrou. Os três shows já estão esgotados.
A música sobre a guerra
A canção é "Yours Eternally (Feat. Yours Eternally U2 Featuring Ed Sheeran & Taras Topolia)", lançada em 2026 no EP "Days of Ash". A letra foi escrita sob a ótica de um soldado ucraniano em meio ao conflito com a Rússia e conta com a participação do roqueiro ucraniano Taras Topolia.
De acordo com Bono, Sheeran levantou a questão logo no início do trabalho. "Vocês não vão me arrastar para a política, vão?", perguntou o cantor. O líder do U2 respondeu lembrando a origem da faixa: "Este soldado que nos inspirou, ele te amava, Ed, e você trabalhou nesta música."
Sheeran, então, afirmou que gostaria de "manter sua liberdade". Para Bono, não havia por que insistir. O vocalista concluiu que "não se pode ficar intimidando as pessoas" para que escolham um lado.
O pano de fundo com Macklemore
A conversa ganha peso diante da polêmica que cercou a turnê "Loop", de Sheeran. O rapper Macklemore foi afastado dos shows nos Estados Unidos depois de discursar em defesa da Palestina no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
O episódio levou os donos dos estádios a barrar a participação do rapper. Sheeran explicou na ocasião que prefere não usar o palco para discutir política, embora tenha ressaltado que isso não significa falta de opinião ou de preocupação com o tema.
Bono evitou transformar o caso em rivalidade. O vocalista disse que o U2 se identifica mais com a postura de Macklemore, já que a banda sempre levou causas sociais ao palco, mas defendeu que cada artista tem o direito de escolher se quer ou não se posicionar.
"Já conversamos sobre isso, e se aplicássemos essa lógica ao U2, teríamos falido no dia do 'Sunday Bloody Sunday'", afirmou, ao recordar momentos em que o grupo enfrentou resistência, como a campanha pelo feriado em homenagem a Martin Luther King.
O baterista Larry Mullen Jr. reforçou o raciocínio citando Brian Eno, para quem os artistas têm o direito de decidir se querem ou não se envolver. "Gostei muito de ouvir isso porque é tudo confuso e complicado", disse.
A virada de Ed Sheeran
A postura do cantor mudou em parte em setembro. Durante um show na Filadélfia, Sheeran classificou a situação em Gaza como "catastrófica" e "injustificável", ao mesmo tempo em que condenou o ataque de 7 de outubro contra Israel.
Enquanto isso, Macklemore anunciou a turnê "Free Palestine", com apresentações em Dublin, Paris e Londres no fim de outubro e toda a renda revertida a organizações humanitárias em Gaza, como o Vagalume mostrou. Os três shows já estão esgotados.








