Escrever é olhar-se no espelho —e perder-se— é ver um rosto olhos castanhos, aflitos É apalpar com a língua, a língua do estranho e ver nascerem flores nas sacadas nas janelas fechadas, finalmente se abrindo Escrever á chorar pela última folha que caiu pela rosa entreaberta pela música antiga pelo pano molhado e roçar a face num sopro de menino-deus é amar, é sonhar, navegar navegante navio romper a vida, brincar de cigana
Compositor: Raimundo M. Luengo/Letra: Adriana Aneli Costa